O inverno chegou e a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) ficou sem condições de manter o serviço de varrição em todas as ruas do Recife e, em paralelo, executar o serviço de capinação na cidade, uma demanda que cresce neste período do ano. Como consequência, em algumas vias os próprios moradores estão tendo que fazer a limpeza.

Na Rua Major Armando de Souza Melo, em Setúbal, por exemplo, os moradores contam que, há quatro meses, não aparece ninguém da prefeitura para executar a varrição. De acordo com Patrícia Mayol, moradora do bairro há 30 anos e colaboradora do PorAqui, os funcionários informalmente disseram que será feita a limpeza apenas nas ruas principais, de maior movimento.

Problema urbano em Setúbal? O PorAqui também é um canal de denúncias

O PorAqui entrou em contato com a Emlurb para saber formalmente o que vem acontecendo. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o que houve foi uma readequação do quadro de funcionários da varrição para o reforço na capinação, mas que o serviço não foi extinto. 

"Devido ao período de inverno, em que há um crescimento mais acelerado da vegetação nas vias públicas e consequentemente interferência na qualidade da varrição da cidade, o órgão vem priorizando o serviço de capinação até  que o período de inverno se acabe e seja retomado o ciclo normal de varrição", informou a nota enviada à reportagem.

Questionada sobre a importância da limpeza das ruas em período de chuvas para evitar entupimento de galerias e consequente alagamentos – um problema crônico de várias partes da cidade -, a Emlurb reforçou que o serviço é importante para evitar o acúmulo de lixo no sistema de drenagem, mas que, devido a necessidade de concentrar os esforços na capinação das vias, algumas ruas que recebiam o serviço de varrição uma vez por semana entraram para o grupo de operações especiais. 

Dessa forma, quando o fiscal identifica a necessidade, o serviço é realizado. Isso é o que vem acontecendo na Rua Major Armando de Souza Melo por exemplo, justificou a Emlurb. A via, argumenta o órgão, é um dos locais onde a
produção de lixo não é tão grande comparado a outros logradouros. 

A questão é também, complementa a Emlurb na resposta, que a qualidade da varrição fica comprometida quando o mato está alto, de modo que uma coisa acaba interferindo na outra. No caso específico da Major Armando, a empresa informou que a fiscalização será intensificada.

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