Colaboração de Edenilson da Silva

A Comunidade da Borborema, onde moram mais de 4 mil famílias, vem sofrendo com o lixo que é despejado às margens do Canal do Jordão. Isso porque a comunidade tem coleta manual nas casas, mas não há lixeiras nem qualquer tipo de depósito. O que é coletado, à tarde, pelos funcionários da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) nos domicílios é colocado na beira do canal até que o caminhão passe, à noite. 

Como o local virou ponto de lixo, moradores, transeuntes e catadores de material reciclável terminam jogando cada vez mais lixo. "Além da sujeira e do odor, o acúmulo é tanto que às vezes o lixo termina caindo dentro do canal", comenta Edenilson da Silva, mais conhecido como Dedé da Pipoca, morador e articulador da comunidade. A reportagem esteve lá, verificou o problema e, em poucos minutos, conseguiu flagrar moradores despejando lixo na beira do canal.

O PorAqui entrou em contato com a Emlurb para confirmar como funciona a coleta na comunidade e se há previsão para instalação de algum depósito ou pelo menos de lixeiras ou toneis grandes para colocação do lixo enquanto o caminhão não passa, na tentativa de amenizar o problema.

foto: Edenilson da Silva/colaboração

Em nota, a Emlurb informou que "a coleta domiciliar na Comunidade do Borborema é realizada de forma manual, diariamente, sempre a partir do meio-dia. O lixo removido pelos garis é confinado em um ponto na Rua Rio Azul, cuja remoção é noturna". A empresa compromete-se em estudar a possibilidade de instalar algum equipamento ou de transferir o ponto de confinamento para outro local.

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