Os relatos de assaltos nas redes sociais são diários. Nesta semana, uma mulher foi abordada em frente ao supermercado RM Express, na movimentada Rua Luiz Inácio Pessoa de Melo, por volta das 20h, quando entrava no carro com as compras. Um morador presenciou tudo. Quem mora e quem visita o bairro está cada vez mais assustado. O Coletivo Setúbal então resolveu não depender mais apenas do poder público, atualmente sem estrutura. 

"Vamos cobrar, mas também vamos agir", explicam os envolvidos. Nesta terça-feira (28), o grupo fechou um plano de segurança comunitária, o Setúbal Seguro, com o objetivo de envolver condomínios, casas e estabelecimentos comerciais. A iniciativa, que começou a ser pensada em maio e nasceu oficialmente ontem, não é a solução, frisa o coletivo. Mas atitudes em várias frentes de trabalho, explicam, podem ajudar a aumentar a sensação de segurança nas ruas e inibir a ação de assaltantes.

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A ideia é que os próprios moradores, unidos, ajudem no papel de policiamento e de inteligência, condomínio a condomínio, comércio a comércio, fazendo a vigilância e a divulgação de informações. O grupo irá preparar um ofício para apresentar o Setúbal Seguro formalmente ao 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pela segurança da área. "Queremos que a polícia esteja conosco trocando informações, auxiliando, dando suporte", esclarece o coletivo.

Metas – O Setúbal Seguro está dividido em quatro grandes metas. Algumas ruas vão ser escolhidas para funcionarem como projeto-piloto.

1ª meta: comunicação – criação de grupo institucional no WhatsApp para que informações, suspeitas de assaltos e casos concretos sejam compartilhados com representantes;

2ª meta: investimento – "banho de luz" no bairro e instalação de câmeras e refletores voltados para as ruas;

3ª meta: selo – adesivar condomínios, casas e estabelecimentos com o selo do Setúbal Seguro e telefones de contato oficiais para que a população possa fazer contato com a polícia em casos de ocorrências;

4ª meta: diálogo – criação de um fórum permanente de diálogo sobre segurança urbana no bairro, com avaliações e construção de um "mapa do crime" e estatísticas.

Grupos de Trabalho (GTs) – Nesta terça (28), os envolvidos também aproveitaram para dividirem-se em grupos, cada um fiocu responsável por uma frente. Os GTs são: educação; iluminação pública; mapeamento de casos e de representantes nos condomínios, casas e estabelecimentos comerciais; integração com a comunidade; e comunicação com a polícia.

Caso RM Express – A respeito do caso desta segunda (27), a Polícia Militar informou que nenhum registro do ocorrido foi feito. O PorAqui está tentando contato com a família da vítima.

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