Com colaboração de Lucilo Temudo*

Após as primeiras semanas de funcionamento e ajustes, o grupo do WhatsApp Policiamento de Setúbal ofereceu os primeiros subsídios para auxiliar a polícia: um estudo gráfico e um mapeamento inicial de fatos ocorridos no bairro.

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A intenção dos administradores – atualmente oito moradores, além do subcomandante do 19º Batalhão – é oferecer material não apenas para informar à polícia que áreas são mais afetadas pela violência e de que forma ela ocorre, mas também para mostrar aos próprios moradores formas de se proteger através de mudanças simples de comportamento.

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O relatório parcial e o mapeamento foram entregues ao tenente-coronel Williams Araújo na última reunião feita com o Coletivo Setúbal e com parte dos administradores do grupo. A pesquisa deve ser finalizada nos próximos dias e servirá como base para uma pesquisa a ser aplicada em todo o bairro. Trata-se de um fator bastante positivo, pois os dados específicos sobre Setúbal normalmente se perdem dentro dos dados de Boa Viagem.

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Resultados – Alguns dos resultados encontrados são preocupantes, como o alto índice de subnotificações, principalmente de arrombamentos. Em quase 60% das narrativas, não foi feito Boletim de Ocorrência. Isso faz com que não seja cogitada a possibilidade de planejamento público para coibir esse tipo de crime, já que, oficialmente, eles não são constatados.

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Do mesmo modo, foi percebido que os números de crimes como o roubo aumentam em horários de chegada e saída de trabalhadores e estudantes da área: das 6h às 9h e das 17h às 20h. Percebeu-se também que as ocorrências de arrombamentos são maiores do lado ocidental do bairro (entre o canal e o aeroporto) do que do lado oriental (entre o canal e a praia).

Se, por um lado, há o indicativo da necessidade de mudanças no policiamento, é apontada também a necessidade de mudanças no comportamento dos moradores, tais como evitar o uso de celular em trajetos curtos dentro do bairro e sempre fazer o BO, ainda que seja pela internet. 

Isso mesmo se o criminoso não tiver êxito em obter objetos da vítima, pois a tentativa também é crime e a notificação ajuda na adoção de um melhor policiamento no bairro.

Para ver o relatório completo: RELATORIO DE PESQUISA.pdf

*Lucilo é morador do bairro e pós-graduando em Segurança Pública

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