O aluguel de um apartamento na Av. Visconde de Jequitinhonha, próximo ao Recife Flat, que, há três anos, custava R$ 2,5 mil por mês, hoje pode ser fechado por menos de R$ 2 mil. Um outro apartamento, na R. Baltazar Passos, perto da Pan Jovem, há um ano estava sendo vendido por R$ 500 mil; hoje sai por R$ 400 mil. 

O cenário imobiliário mudou em todo o Recife, acompanhando a conjuntura nacional: a oferta cresceu, mas a demanda caiu. Com menos dinheiro no bolso, o consumidor passou a investir menos. Consequentemente, os preços caíram – o que não significa que ficaram baratos. Em Setúbal, a desmobilização do Complexo de Suape também influenciou o mercado. 

"Muita gente que trabalhava em Suape morava no bairro por causa da proximidade", explica o corretor Frank Ramalho (Creci: 6993), que atua no bairro há mais de 20 anos. Com o orçamento mais apertado e atentos ao novo cenário, os consumidores também têm aproveitado o poder de barganha para conseguir preços mais em conta na hora de fechar o aluguel ou a venda do imóvel.

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Pesquisa – Segundo o índice DMI-VivaReal, o preço médio do m² para aluguel no Recife apresentou desvalorização nominal de 4,0%, quando comparado com junho de 2015. Considerando a inflação, os valores apresentaram queda real de 14,4%. O IGP-M ("inflação do aluguel) acumulado no período foi de 12,21%.

Em junho de 2016, o valor médio do m² para venda no Recife teve valorização nominal de 0,1%, quando comparado com o mesmo período de 2015. No entanto, quando levamos em consideração o índice de inflação acumulado do período – IPCA em 8,82% – o m² para venda apresentou desvalorização real de 8,0%.

O índice DMI-VivaReal (Dados do Mercado Imobiliário) é feito pelo VivaReal, plataforma digital que conecta imobiliárias, incorporadoras e corretores com consumidores que buscam um imóveis.

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Boa Viagem Segundo o VivaReal, tanto para venda quanto para aluguel, Boa Viagem, que inclui Setúbal, lidera o ranking de procuras no Recife. Na busca por compras, depois vem Madalena, Casa Amarela, Torre e Espinheiro. Para alugar, Madalena, Boa Vista, Graças e Cordeiro.

Na capital pernambucana, os bairros com as maiores desvalorizados nominais para venda foram Ilha do Retiro (-3,7%), Aflitos (-3,4%), Torre (-3,2%), Jaqueira (-3,0%) e Tamarineira (-1,4%). Já as maiores valorizações foram Iputinga (+12,1%), Várzea (+10,3%), Campo Grande (+9,1%), Pina (+8,2%) e Boa Vista (+6,5%). 

“Além do aumento da disponibilidade de imóveis para locação, também podemos notar um aumento da oferta do aluguel mais barato, aquele que não ultrapassa mil reais. Esse cenário somado a maior flexibilidade de negociação proporcionada pela instabilidade da economia é o que ajuda a diminuir o valor médio do m² para aluguel”, comenta Lucas Vargas, CEO do VivaReal.

Em junho, a demanda por imóveis para aluguel (58%) continuou superando a de compra (42%) e voltou a crescer após queda de 4 pontos percentuais em maio. “Historicamente a busca por imóveis para compra sempre foi maior do que a para aluguel. A tendência é que a demanda continue mais equilibrada no resto do ano”, completa Vargas.

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