A próxima exposição da Galeria Janete Costa, no Parque Dona Lindu, na Zona Sul, trará desenhos e relatos de meninas vítimas do holocausto alemão. A exposição intitulada de As Meninas do Quarto 28 é baseada no livro homônimo da jornalista alemã Hannelore Brenner.

Nele há o relato do dia a dia de 50 meninas que viveram presas em uma cela de 18 m² durante dois anos, em Theresienstadt, no período de 1942 e 1944. A exposição já passou por cidades como São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Rio de Janeiro e chega ao Recife no próximo dia 11 de agosto.

Até o dia 23 de julho, os visitantes podem curtir na Janete Costa a exposição Religiosidade e Política na Obra de Renato Valle. Para o mês de julho, a galeria também está com uma programação especial, com oficinas, performances e roda de conversa com Renato Valle. A programação completa você confere aqui.

A exposição

Será possível ver detalhes históricos da época, 50 desenhos feitos pelas meninas durante a prisão e uma réplica do quarto em que as crianças judias ficaram aprisionadas. Das 50 meninas, somente 15 sobreviveram.

“Trouxemos uma exposição para o Brasil que emociona muito. É muito tocante ver o poder transformador da arte, mesmo para aqueles que viveram numa realidade tão difícil. Por todos os lugares em que passou, a mostra foi recebida com muito carinho, tem algo humano que ela transmite e que foi inteiramente compreendido pelos visitantes”, explica Karen Zolko, familiar de uma das meninas que habitou o Quarto 28

Os desenhos, que inspiraram a escrita do livro de Brenner e posteriormente a montagem da exposição, foram encontrados só dez anos depois.

Originalmente, foram mais de 5 mil desenhos feitos pelas crianças com Friedl Dicker Brandies, judia e artista plástica que, durante seu período presa no campo de concentração Tcheco, contava histórias e dava aulas de desenho e pintura para a ala infantil.

Em sua maioria, os desenhos relata a vontade das meninas de terem uma vida normal, a saudade da família e de casa. A exposição é o resgate de um capítulo da história mundial que não pode ser esquecido.

Confira abaixo um vídeo feito por Daniel Guarin sobre a experiência na exposição, em 2016 no Museu da UFRGS (Porto Alegre):