A mobilização do Coletivo Setúbal pelo ParCão Lindu – um espaço exclusivo para cachorros no Parque Dona Lindu – dará mais um passo esta semana. O grupo de moradores que está se organizando há cerca de três semanas irá entregar à Prefeitura do Recife o pré-projeto do ParCão, na sexta-feira, ao que tudo indica.

Após estudos e consultorias com o grupo responsável pela iniciativa do ParCão Santana, no Parque Santana, Zona Norte, e com alguns especialistas de São Paulo (onde a ideia de espaços para cães já é mais amadurecida), o arquiteto e urbanista Erick Jones Rocha (CAU: 171724-3) fechou, com o auxílio dos participantes, um pré-projeto para ser apresentado.

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Morador de Setúbal e criador de cachorro, Erick explica que, desde o surgimento dos primeiros esboços, o projeto já avançou em alguns pontos, a exemplo de melhoria nas entradas, com portões duplos de 1,2 m, mais espaçosos e acessíveis, para receber cães de grande porte e cadeirantes.

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(projeto: Erick Jones Rocha/arquiteto CAU: 171724-3)

"O que vamos mostrar é um estudo de caso que fizemos. Foi a partir disso que desenvolvemos o nosso próprio projeto para o Lindu, pensando também na manutenção do espaço", comenta o arquiteto. Por exemplo, havia sido pensando um mobiliário reciclável, mas o de concreto pode ser mais fácil para a prefeitura e exigir menos trabalho de manutenção.

Confira o PDF do projeto completo: ParCão.pdf

"Também incluímos uma área para ressocialização de cães", detalha Erick. Ele, por exemplo, tem um cachorro que não convive muito com outros animais. Esse espaço foi pensado para que animais assim possam conhecer o ambiente e se soltar aos poucos. 

É uma parte mais isolada, com cercado, e que também pode ser usada para eventos caninos e de adoção. "Nossa intenção é também promover eventos, feiras, receber patrocinadores".

"Vamos agora mostrar para a prefeitura e ver o que ela consegue fazer. Queremos provar que o projeto não é algo aleatório, tem estudos sérios por trás. Queremos algo atrativo, confortável, já que na área bate muito sol, é quente, é um lado poente e que hoje não conta com nada atrativo para ser ocupado", enfatiza.

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