ACOMPANHE NO PORAQUI, AO LONGO DO DIA, A COBERTURA COMPLETA DO ENCONTRO DESTA QUARTA-FEIRA (13).

O problema da criminalidade está longe de ser apenas uma questão de polícia. Mas, num curto prazo, moradores de Setúbal estão se articulando, através do Coletivo Setúbal, para pensar soluções que ajudem a aumentar a sensação de segurança no bairro. Nesta quarta-feira (13), o grupo deu o primeiro passo para tirar do papel o plano montado de forma autônoma para auxiliar no trabalho da polícia, que vem atuando com severas restrições de recursos e de pessoal.

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O coletivo reuniu-se com o 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Pernambuco, responsável pela segurança na área, e também com o titular da Delegacia de Boa Viagem, Carlos Couto, para apresentar o projeto Setúbal Seguro. A ideia foi bem recebida pela corporação, que confirmou a parceria. O objetivo é integrar a vizinhança, construir uma rede de contatos e gerar uma aproximação com as viaturas locais. 

O Setúbal Seguro está dividido em quatro frentes:

1. WhatsApp integrado: criação de rede de moradores-informantes para compartilhar e denunciar situações de insegurança no bairro. O grupo será formado apenas por um representante de cada condomínio ou casa e de cada comércio e pela polícia.

A ideia é que a população faça o trabalho de monitoração constante e repasse as informações para a polícia tentar agir de maneira mais rápida e pontual. "A gente precisa de olhos. Não temos hoje como colocar mais viaturas na rua", argumentou o comandante do 19º BPM, o tenente-coronel William de Andrade Serafim de Araújo.

Ele comprometeu-se a acompanhar ativamente as mensagens trocadas e incluir o contato de todas as viaturas que rodam pela área. O grupo atuará de acordo com um regulamento a ser criado. A ideia é que as pessoas passem por um pequeno treinamento dado pela polícia para que a comunicação aconteça de forma mais pragmática e racional, evitando conversas paralelas.

2. Equipamentos de segurança: implantação, nos condomínios e comércios, de uma câmera de segurança e um refletor, ambos voltados para a rua, dando um "banho de luz" no bairro, que é bastante escuro. 

Além disso, seriam fornecidas para a polícia imagens de investidas e de suspeitos, já que Setúbal não conta com câmeras públicas da Secretaria de Defesa Social (SDS). As gravações documentadas somariam-se a relatos e auxiliariam no trabalho de investigação da Polícia Civil.

3. Sinalização com brasão: adesivação com o selo "Setúbal Seguro" nos condomínios, nas casas e nos empreendimentos participantes, para tentar afastar a ação dos ladrões;

4. Reuniões periódicas de avaliação: os encontros acontecerão quinzenalmente em algum condomínio ou estabelecimento local e servirão para apresentação de balanços e discussões sobre segurança urbana de uma forma mais ampla, indo além de relatos pontuais de casos. A polícia também poderá ministrar pequenas palestras e treinamentos.

Encaminhamentos – A próxima reunião foi agendada para o dia 26 de julho (terça-feira). Até lá, o coletivo comprometeu-se em propagar a ideia do grupo do WhatsApp reunindo os interessados em participar e construir um "termômetro" de aceitação do projeto. Quem desejar mais informações ou quiser tirar dúvidas pode entrar em contato com o Coletivo Setúbal através do coletivosetubal@gmail.com.

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