Por Ana Katarina Nápoles*

Na última segunda-feira (13), saí para passear com meu cachorro por volta das 16h, como sempre faço durante a semana. Moro na frente do Terminal de Ônibus de Setúbal, na Rua Copacabana, e, assim que dei uma volta no quarteirão, parei por lá de novo. 

Foi quando um homem fez graça com a mão para o meu cachorro, e eu deixei ele falar, como deixo todo mundo. Mesmo assim, fico sempre ligada, mas não achei que fosse precisar de agilidade naquela hora. 

Nessa hora, o homem tentou dar um bote na coleira e eu me afastei perguntando "O que é isso, moço?". E aí ele tentou de novo. Eu gritei, puxei forte a coleira e saí correndo. 

A rua estava cheia, acho que isso intimidou o homem, que saiu andando tranquilamente para o lado oposto do que eu fui. Ainda olhei para trás, com medo que ele tivesse me seguindo, e todos que estavam no terminal permaneceram apáticos.

*Ana é jornalista, graduada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e moradora de Setúbal há 12 anos.


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