Basta olhar com mais atenção para perceber a quantidade de novas construções em Setúbal. Um pedacinho do Recife antigamente marcado por casas e prédios baixinhos, há alguns anos viu os espigões se multiplicarem. Atualmente pelo menos cinco edifícios estão em processo de finalização no bairro.

Hoje em Setúbal já existem imóveis com o metro quadrado comercializado por um preço médio entre R$ 6 mil e R$ 7 mil, em linha com opções na vizinha Boa Viagem, um bairro historicamente mais procurado e valorizado.

Mas qual o perfil desse novo consumidor imobiliário? Quem responde a essa pergunta é Rosana Melo, moradora e corretora especializada no mercado de Setúbal, e Carlos Tinoco, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi Imóveis).

Rosana Melo, corretora e moradora de Setúbal (foto: Suzana Souza/PorAqui)

Por ser um bairro essencialmente residencial, o perfil do comprador é familiar, com filhos, procurando geralmente apartamentos com dois quartos ou acima disso, segundo Tinoco. Há um pequeno segmento de imóveis de um quarto, mas é muito pequeno, observa.

Ele lembra que "o bairro está cada vez mais apartado de Boa Viagem e tem tudo que um bairro residencial precisa ter". Apesar de não ter grandes áreas de comércio, está a 5 minutos de dois shoppings e do aeroporto e tem grandes e boas escolas, além de farmácias e supermercados. 

Rosana detalha que tem dois principais perfis de clientes hoje em Setúbal: famílias que buscam um espaço maior e casais mais velhos, com os filhos já criados, que procuram locais com maior conforto, sem necessariamente ter uma grande área. 

"Os moradores têm escolhido Setúbal não pelo preço mais baixo, mas pela qualidade de vida do bairro", avalia a corretora.

Ela é moradora do bairro há pouco mais de um ano. Se mudou para cá em decorrência de problemas respiratórios: "O médico me deu um ultimato: precisava de um local próximo à praia, bastante ventilado". Ela, que é corretora há mais de 20 anos, agora trabalha com vendas exclusivas no bairro.

Venda x aluguel – "Setúbal, assim como todos os demais bairros da RMR, sofreu uma queda na vendas de imóveis com a crise, mas historicamente ainda é um dos bairros mais procurados", detalha Carlos Tinoco, da Ademi. 

Por conta do momento de baixa, fruto da conjuntura econômica, o consumidor tem buscado mais o aluguel do que a venda. Em Setúbal, não é diferente.

Vista da área central de Setúbal mostra a quantidade de espigões, na altura do cruzamento da Rua Luiz Inácio Pessoa de Melo com Sá e Souza (foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem)

O que dizem proprietários – Roseane Costa, moradora do bairro, está tentando alugar seu apartamento há mais de dois meses. A aposentada morou 35 anos na Rua Padre Cabral e agora tenta alugar o apartamento de três quartos. "O problema que tenho enfrentado são as pessoas tentando baixar muito o valor do aluguel".

Ana Luíza, também moradora do bairro, está há mais de cinco meses tentando alugar seu apartamento, localizado na Rua Sá e Souza. No caso de Ana, além da dificuldade de aluguel, a moradora enfrenta um problema com a carência do contrato. "Algumas pessoas me procuraram querendo alugar por períodos menores que um ano, mas pra mim não é rentável. Vejo que isso é fruto do clima de insegurança econômica do país", afirma a moradora.

Rosana Melo Imóveis | (81) 99981-3101
Ademi Imóveis | (81) 3423-3084


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