Às vezes, durante o período de aulas, o dia a dia é tão cheio de atividades e obrigações que tudo fica meio corrido, até mesmo para os pequenos. No meio disso tudo, as brincadeiras e o tempo destinado a ser somente criança acabam ficando de lado. Mas as férias estão aí, e brincar é, ou deveria ser, a regra para o mês de julho. ?

“Com certeza nossas crianças brincam muito menos do que deveriam”, afirma a pedagoga Luisa Victor. “Esse problema tem causas diferentes: falta de tempo dos pais, falta de segurança nas cidades, uso de tecnologias, escolarização, entre outros. E a falta do brincar na infância pode trazer graves prejuízos em diversos âmbitos do desenvolvimento humano: emocionais, físicos, sociais e até intelectuais”, explica.

Apesar de toda a diversão, a brincadeira durante a infância não é só um momento de lazer, mas também de interação e de entendimento do mundo.

“Durante o desenvolvimento infantil, a imaginação trava uma luta de adaptação, subjetivação e assimilação com a cultura e é exatamente através do brincar que esse processo ocorre de uma forma mais natural e branda, em que a criança vai começando a distinguir a imaginação da realidade”, ressalta.

(Foto: Divulgação)

Como o trabalho durante a vida adulta, o brincar é o “labor” infantil, elemento estruturador da identidade individual e coletiva da criança.

“É também através do brincar, por exemplo, que começamos a entender as regras sociais, nossos interesses e limites individuais e desenvolvemos o autocontrole. Sem contar que o brincar é o nosso primeiro contato com a poesia, imagina só perder uma interação dessa?”

Colônia de férias

Além de pedagoga, Luisa Victor é uma das idealizadoras do Brincare, contraturno escolar no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. Lá, ela leva, junto à colega e sócia Thamires Almeida, a brincadeira (e o trabalho) a sério, usando o momento de divertimento como forma de educar e socializar os pequenos.

“Em nossa realidade atual, acredito que as tecnologias de entretenimento e comunicação são as piores vilãs nessa época de férias. A falta de tempo da família gera um contexto perfeito para o uso excessivo dos celulares, tablets, games e TVs”, diz.

Aproveitando o mês de julho e o período chuvoso no Recife, as duas pedagogas organizaram a colônia de férias Tem Criança no Quintal, com programação de brincadeiras até para os dias de chuva, dividas em duas semanas distintas de atividades – de 9 a 13 e 16 a 20 de julho, das 8h às 12h.

Na primeira semana a programação tem jogos de escoteiros, oficina de culinária, cineminha, oficina de origami e oficina de massagem + escalda pés. Já na segunda, as atividades são os jogos de tabuleiros, oficina de brinquedos, experiências borbulhantes, brincadeiras populares e oficina de culinária.

(Foto: Divulgação)

“Férias infantis são, com certeza, dos melhores momentos de nossa vida: banho de mangueira, rio, praia, parque, sorvete, pipoca, brincar até tarde, amigos em casa e nada de acordar cedo ou de tarefas de casa! É uma ‘vida boa’ que não pode ser desperdiçada!”, acredita Luisa.

A faixa etária das semanas de brincadeiras no quintal vai dos 3 aos 10 anos. O valor da diária é de R$ 70 e a semana completa de atividades sai a R$ 330.

Colônia de férias Tem Criança no Quintal
Brincare – Rua Azeredo Coutinho, 211, Várzea, Recife – PE
Semana 1: 9 a 13 de julho
Semana 2: 16 a 20 de julho
Horário: 8h às 12h
Valor: R$ 70 (diária) e R$ 330 (semana completa)
Contato: (81) 3037-5768 e (81) 98579-2313 ou grupobrincare@gmail.com